Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: ´eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também´. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc. Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter ´alguém para amar´.. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento...
27 de novembro de 2015
13 de novembro de 2015
Olhares
Oh Deus, eu já fui muito ferida. Mas a quanta gente tenho
pelo que agradecer. Só não cito os nomes para não ferir
o pudor de quem eu citasse. Tenho recebido olhares que
valem por uma reza.
pelo que agradecer. Só não cito os nomes para não ferir
o pudor de quem eu citasse. Tenho recebido olhares que
valem por uma reza.
Clarice Lispector
18 de abril de 2014
Só Pra Começar
Podemos acreditar que
tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje.
Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a
outro. Cada manhã traz uma bênção escondida , uma bênção que só serve para esse
dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.
Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos.
Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.
Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos.
Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.
Paulo Coelho
22 de julho de 2013
Dê flores aos inimigos
As pessoas poderiam ser mais amáveis e mais doces, mas preferem a rispidez da amargura. Poderiam ser mais educadas, mas preferem permanecer na lama da ignorância. Eu, particularmente, odeio pessoas barraqueiras – é, existem pessoas que pagam por um barraco. Coisa feia é descompostura! Nada mais penoso e, ao mesmo tempo, nojento do que pessoas ignorantes. Eu tenho muitos defeitos, confesso. Um deles é a positividade (se é que é defeito) – não sou do tipo que esconde o que sente ou finge gostar do que não me agrada, sou mesmo muito transparente. Falo mesmo. Mas, nunca fui mal educada. Aprendi, desde pequena, e apesar do pavio meio curto, a respeitar as pessoas a minha volta, aprendi a ser educada e gentil, aprendi a pensar um pouco mais antes de falar pra não magoar ninguém (por que palavra é coisa que dói pra sempre) – e nessa de não magoar é que ando me magoando. Quando virei borboleta e voei para o mundo achei, por um minuto de inocência, que manteria tudo sob controle. Mas, não. Foi aí que eu realmente aprendi. Na vida, a gente ouve muitos desaforos e vê muitas portas rentes na cara, aprendi que alguém que você nunca viu mais gordo e que não sabe nada da sua vida pode fazer do seu dia um fiasco - é que nem sempre a gente está preparado pra ignorar uma ofensa. O silêncio é a resposta que corrói, mas, de vez em quando, a gente não segura a barra e explode mesmo. Até mesmo eu, serena como sou, me permito derramar algumas lágrimas – de raiva ou de frustração, não sei – uma vez ou outra. Não vale apena, eu sei, não vale. Mas, a gente transborda, é inevitável. E é muito melhor chorar pra fora, choro pra dentro dá em gastrite. Pois é, e é por essas e outras que detesto pessoas barraqueiras, gente sem classe, sem berço, sem inteligência. Detesto quem não sabe resolver os problemas se não for brandindo uma sequência sem fim de palavrões. Gentileza gera gentileza? – fail. Desculpa, Profeta Gentileza, mas sua teoria não se aplica bem à prática. Gentileza bate e, se não fica, volta. Tem efeito bumerangue: gera-nos um coração sem peso e mãos lavadas. Não importa quantas flores você dá: a quantidade de pedras vem em dobro em cada mão. Mas, essa certeza de dever cumprida, essa convicção de ter feito o que nos cabe é o que ainda me faz ter um pouco de fé na sua teoria. É, há sempre fé. E por isso, só por isso, eu continuo distribuindo flores de gentileza e educação por onde passo, mesmo que os espinhos me espetem aqui e acolá. Dê flores ao seu inimigo - flores esmagadas exalam mais perfume. Vá e deixe sua fragrância na vida das pessoas. Nada mais frustrante para quem te odeia do que te sentir passar sempre à frente.
1 de maio de 2013
A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem
tirá-las do meu coração, sorrir às pessoas que não gostam de mim para
mostrá-las que sou diferente do que elas pensam, fazer de conta que tudo está
bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar,
calar-me para ouvir; aprender com meus erros afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças, sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo e ser forte quando os que amo estão com problemas, ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho, ouvir a todos que só precisam desabafar, amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos.
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão, amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor; Alegrar a quem precisa, pedir perdão, sonhar acordado, acordar para a realidade (sempre que fosse necessário) aproveitar cada instante de felicidade e chorar de saudade sem vergonha de demonstrar .
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las, ver o encanto do pôr do sol, sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser, abrir minhas janelas para o amor, não temer o futuro.
A vida também me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
A lutar contra as injustiças, sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo e ser forte quando os que amo estão com problemas, ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho, ouvir a todos que só precisam desabafar, amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos.
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão, amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor; Alegrar a quem precisa, pedir perdão, sonhar acordado, acordar para a realidade (sempre que fosse necessário) aproveitar cada instante de felicidade e chorar de saudade sem vergonha de demonstrar .
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las, ver o encanto do pôr do sol, sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser, abrir minhas janelas para o amor, não temer o futuro.
A vida também me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.
Charles Chaplin
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