22 de novembro de 2011

Eu posso ser bem chata às vezes, ou até mesmo insuportável. Fico angustiada, e quando estou assim, ninguém me suporta. Sou um tanto exigente, reclamo demais da vida e ainda sou do contra. Brigo e me arrependo. Posso ser bastante grudenta ou muito fria. Sou assim da cabeça aos pés. Posso ser a pessoa mais legal que você vai conhecer, a mais animada, a mais alegre. Talvez a mais chata, a mais triste, a mais depressiva. Talvez a mais baladeira, ou a mais caseira. Talvez a única que prefira livros, à TV. A mais sem noção. A mais palhaça ou a mais seria. A mais educada, ou a que mais fale palavrões. Simplesmente não me defina, porque até eu não sei como vou estar no dia de amanhã.

Não tem jeito, pois não sei fingir gostar.

Fui acusada de ser louca. Talvez eu seja!
Mas se pararmos para pensar, de perto ninguém é normal. Todos nós temos nossas loucuras, nossos momentos insanos, o que me torna diferente da maioria é que eu não faço questão de parecer ser "normal".
Quando eu gosto, gosto pra valer e declaro que amo. Grito meu amor ao vento para que ele possa levar meu grito apaixonado aos quatro cantos do mundo.
Mas quando não gosto... Bem... Não tem jeito, pois não sei fingir gostar.

14 de novembro de 2011

Pensamentos

Eu odeio puxação de saco, me sinto desconfortável com elogios demais, odeio gente que fala de forma desenfreada e que tenta a todo custo demonstrar simpatia. Isso soa falso, soa errado e não me enchem os olhos, mas sinto uma admiração enorme por pessoas observadoras que nada dizem, mas que com um único olhar nos faz entender toda a façanha de seus pensamentos.

Foi amor....

Não foi desejo. Nem vontade, nem curiosidade, nem nada disso. Foi um choque elétrico meio que de surpresa, desses que te deixa com o corpo arrepiado, coração batendo acelerado e cabelo em pé .Foi sentimento . Não foi planejado, nem premeditado. Foi só um querer estar perto e cuidar, tomar todas as dores e lágrimas como se fossem suas.A vontade e o desejo vieram depois, bem depois. Não foi um lance de corpo, foi um lance de alma. Não foram os olhos, nem os sorrisos,nem o jeito de andar ou de se vestir, foram as palavras. Uma saudade e uma urgência daquilo que nunca se teve, mas era como se já tivesse tido antes. Foi amor.

Tati Bernardi